Santa Terrinha
quinta-feira, junho 30, 2005
  A Perplexidade das Coisas Simples

Hoje, na minha viagem de comboio, olhava para um bebé - com poucos meses de vida - nos braços de sua mãe, pequeno, frágil e indefeso, e para um idoso, de gentos lentos, vergado pelo peso dos anos, sentado mesmo ali ao pé, e pensava como, no fim de contas, a infância e a velhice, o princípio e o fim, se tocam.

Ver uma criança, pequena e dependente, e pensar que dalí, daquela fragilidade, sairá um homem como nós, causa-nos a maior das perplexidades.

A mesma perplexidade, afinal, que nos assalta quando olhamos para um idoso e dificilmente o conseguimos imaginar pujante nos seus anos de juventude.

 
quarta-feira, junho 29, 2005
  Fim de Semana Radical

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Para aqueles que pensam que as palavras "Murtosa" e "Radical" dificilmente se cruzam, o cartaz acima reproduzido encarrega-se de provar exactamente o contrário.

A julgar pelo Cardápio, o próximo Fim de Semana promete ser surpreendentemente diferente, com actividades lúdicas e concertos de bandas no Estádio Municipal da Murtosa.

Como refere, e bem, o João Cruz, é importante que a Juventude adira e participe em massa no Evento. Não basta apregoar que pouco ou nada se faz na Murtosa. É preciso marcar presença quando, efectivamente, algo acontece.

A organização é da Coordenação Cultural da Câmara Municipal da Murtosa e a entrada é à borla, como convém.

 
terça-feira, junho 28, 2005
  Banda Sonora para Viajantes, XVII

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"Num Filme Sempre Pop" - Ban (1994)

Vai-se lá saber porquê, os projectos Pop, em Portugal, nunca foram levados muito a sério, ao contrário do que acontece por esse mundo fora. Isso talvez ajude a explicar a escassez de bandas que, nos últimos anos, assumiram verdadeiramente a estética Pop. Os Ban fizeram-no sem quaisquer preconceitos e, diga-se, com muita qualidade.

Este "Num Filme Sempre Pop" - nome da faixa que abria o primeiro álbum, "Surrealizar", de 1988 - pretende ser uma espécie de "Best Of" da Banda de Ana Deus, João Loureiro e Companhia, reunindo material dos 3 álbuns que os Ban editaram, no período compreendido entre 1988 e 1991.

Estão aqui autênticas pérolas pop - do melhor do género alguma vez editado neste cantinho à beira mar plantado - plenas de melodia e sofisticação, com batidas estimulantes, riffs curtos de guitarra e jogos de vozes envolventes.

Escolho as minhas predilectas, de audição obrigatória: o "clássico" "Irreal Social", o delicioso "Rosa, Flor", o sabor a Verão de "Dias Atlânticos" e o (ainda hoje) belíssimo "Suave".

 
segunda-feira, junho 27, 2005
  O Exemplo de Albergaria

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O exemplo do Programa "Albergaria conVIDA", que animou o centro de Albergaria-a-Velha no passado Fim de Semana - e que a "Seita"  teve a satisfação de frequentar - serve para mostrar que é possível fazer uma Festa com qualidade, verdadeiramente abrangente, para todos os gostos e idades.

O Cartaz musical, que serviu de complemento à Feira de Artesanato e às Tasquinhas, juntou, ao longo de 4 dias, nomes como Nel Monteiro, Polo Norte, Lúcia Moniz e Ez Special, para além de grupos de baile, num cenário verdadeiramente extraordinário - a Quinta do Torreão -, um verdadeiro anfiteatro natural.

Está de parabéns a Câmara Municipal de Albergaria.

 
domingo, junho 26, 2005
  Raridade

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A imagem é tão bela quanto rara: ver um Moliceiro - curioso como o termo tanto identifica o barco como quem o manobra, como se homem e embarcação se confundissem - em plena actividade, sulcando as águas da Ria. Ainda que o motor substitua as velas e a carga seja Junco, ao invés de Moliço.

«Já ninguém pega nisto, infelizmente. Os novos até têm medo de andar no barco!» As palavras são do Sr. José "Rebesso", Moliceiro do Bunheiro, que simpaticamente acede ao meu pedido para ser fotografado, ao mesmo tempo que atraca, com invejável genica, o seu Barco Moliceiro ao cais. Ditas e sentidas por quem tem a consciência de ser um resistente. Um dos últimos.

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Meto conversa.
Descobrem-se afinidades de gente que, afinal, é gente da mesma gente: «Ah você é sobrinho do Jacinto Lavadeiro? Claro que o conheci... Pintou-me tantos barcos!»

«Mas você não costuma estar por cá, pois não?» Respondo-lhe que não, de facto. Que os meus caminhos passam mais por Lisboa do que pela Terra Marinhoa. «Pois! Você está muito branquinho para andar aqui por estas bandas!», desarma-me, com uma sonora gargalhada, o velhote.

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A carga, leva-la-á até ao Cais dos Mercanteis em Aveiro, a pedido dos "Amigos da Ria", para a recriação do Mercado do Peixe do sec. XIX. Só a Memória parece ter lugar para os Moliceiros.

«Só a paixão que tenho por isto me faz andar aqui», desabafa, enquanto o escoadouro ajuda a verter alguma da água retida no fundo do barco.
E quem somos nós para duvidar...

 
sábado, junho 25, 2005
  "Like a Child Again"

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Adriana Calcanhotto é uma mulher corajosa. Primeiro por apostar "num show" baseado quase exclusivamente no seu projecto alter-ego "Partimpim", deixando de fora todos os seus éxitos - e são muitos - anteriores; Segundo por transpor para o ar-livre um concerto intimista claramente idealizado para uma sala fechada.

Devo confessar que não sou propriamente um fã de Calcanhotto, sem que isto signifique não apreciar a sua música. Antes pelo contrário. Digamos que não sigo a sua carreira com a mesma atenção que dispenso a outros nomes da MPB. A vinda de Calcanhotto a Aveiro foi assim um pretexto para a conhecer.

O espectáculo é aparentemente direccionado para o público infantil, como toda uma parafernália de objectos e brinquedos no palco - magnífico trabalho cénico - e principalmente pelas músicas, empregnadas de afecto e de ternura.

Uma a uma, foram desfilando as deliciosas canções do belíssimo "Adriana Partimpim", a que se juntou um "set" de músicas sobre Gatos, com a cantora e os músicos em desusada animação no palco, com adereços e projecções video a complementarem a performance.

"Tem Criança na Plateia?", perguntava a espaços Adriana. O "Sim" ruidoso e em uníssono mostrava que, afinal, ali, todos voltamos a ser crianças outra vez.

 

Como nota final, à semelhança do comentário da Maria do Rosário - onde andavas tu, Rosário, que a delegação murto-estarrejense não te viu? - também deixo algumas considerações sobre a logística do Espectáculo.

O Cais da Fonte Nova é um local magnífico. Mas as transformações inerentes à realização de um Concerto pago retiraram-lhe muito do brilho que teria se a entrada fosse livre e todo o espaço estivesse aberto e disponível.

Os 20 Euros cobrados pela entrada são exagerados. Para um Concerto ao Ar-livre - apesar da ideia das cadeiras de plástico, aos milhares, postas à disposição do público -, e, principalmente quando o Espectáculo foi organizado pela própria Câmara Municipal de Aveiro.

O tema do preço do acesso a bens culturais originou uma discussão curiosa num dos posts anteriores aqui da Santa. Na minha opinião, há que distinguir claramente os eventos organizados por privados, como os Festivais de Verão, que  compreensivelmente visam o lucro, daqueles promovidos pelas Câmaras Municipais, que se destinam, em princípio, a toda a população. Com bilhetes a 20 Euros, lá se vai a democratização do acesso à Cultura.

 
sexta-feira, junho 24, 2005
  Notas sobre a Murtosa em pré-Autárquicas, II

Muito se fala e discute sobre as debilidades da Murtosa. O exercício de enumeração exaustiva das carências do Concelho dá sempre azo a acaloradas discussões, mas, feito o balanço, no final sobram pouco mais que desabafos desencantados e poucas ou nenhumas soluções.

Quando me perguntam o que é que mais falta faz à Murtosa actualmente, a resposta é imediata e, para alguns, surpreendente: Pessoas, essencialmente.

O investimento, de reconhecida importância, diga-se, na Geografia Física da urbe Murtoseira – melhoria das acessibilidades, do parque escolar, do saneamento básico, etc – terá de ter, forçosamente, no futuro, um paralelo na Geografia Humana, sob pena de se estarem a criar infra-estruturas que, em poucos anos, a ninguém servirão, porque pura e simplesmente não existirão pessoas para delas usufruírem.

A Murtosa, segundo os últimos Censos, tem pouco mais de 9500 habitantes. Costumo frisar com frequência este dado, não por representar um estigma ou uma fatalidade, mas antes por ser uma realidade que é preciso ter em conta quando pretendemos fazer uma análise séria da especificidades Murtoseiras. A verdade é que um Concelho com menos de uma dezena de milhar de almas só a muito custo é um Concelho viável.

Considerando que o aumento da população à custa da taxa de natalidade não é coisa que se veja a médio prazo, e que a perspectiva algo Sebastianista do regresso da comunidade Murtoseira na diáspora não passa de uma miragem - principalmente quando falamos das segundas e terceiras gerações, já com pouca ligação à Terra Marinhoa - , restam-nos duas possibilidades: atrair pessoas “de fora” para a Murtosa e, principalmente, fixar quem já cá vive.

Sobre o primeiro aspecto, terei oportunidade de dissertar em ocasião oportuna, nomeadamente acerca dos entraves à aceitação de pessoas, ditas “de fora”, mesmo ao nível institucional, independentemente dos seus méritos, só porque não são da Murtosa. O “Focus” destas linhas será, portanto, o desafio de fixar quem por cá nasceu.

Ao analisar o assunto, a maior parte das pessoas refere a entrada no mercado de trabalho como a momento chave no fluxo de pessoas da Murtosa para o exterior. Também, mas não só, digo eu. Importa pois identificar e perceber cada um desses “momentos” , e elaborar estratégias para os inverter ou, pelo menos, atenuar.

A primeira “fuga” significativa, ainda que a tempo parcial, acontece por alturas do Liceu, após o 9º Ano, quando os estudantes se vêem obrigados a prosseguir os estudos fora da Murtosa, sendo que a maioria escolhe a Secundária de Estarreja, e, em menor número, as Secundárias de Aveiro ou de Ovar.

Aparentemente, esta primeira migração é mais ou menos inócua porque regra geral os jovens continuam a residir na Murtosa, apesar de passarem a maior parte do seu tempo útil nas áreas das respectivas Escolas. Uma análise mais atenta permite concluir que não é bem assim. Desde logo, torna-se mais fácil estabelecer relações com pessoas, instituições culturais ou até clubes desportivos dos concelhos onde estudam, já que estes estão, naturalmente, “mais à mão”, em detrimento do envolvimento nas estruturas locais.

A única forma de contrariar a saída de jovens entre os 14 e os 18 anos é, obviamente, prolongando até ao 12º ano a oferta escolar da Murtosa. Desconheço se a nova Escola da Saldida contemplará essa oferta.

O segundo momento que motiva a saída de jovens da Murtosa é, para quem prossegue os estudos, a entrada na Universidade. Aqui, obviamente, o contacto com outras realidades e meios, paralelamente à aquisição de conhecimentos, seria uma mais valia considerável para a Murtosa, caso os Licenciados pudessem exercer cá a sua profissão.

Isto leva-nos ao terceiro – e mais importante, porquanto é, a maior parte das vezes, irreversível – fluxo migratório: a entrada no mercado de trabalho. Licenciados ou não, a esmagadora maioria dos jovens não tem alternativa senão rumar aos grandes centros urbanos, onde, mercê dos objectivos que cada um traça para a sua vida, normalmente se fixam e constituem família, fazendo com que a umbilicalidade que os une à Murtosa se resuma a visitas esporádicas, habitualmente nas férias.

A não fixação deste Capital Humano, jovem, com ideias e com habilitações é particularmente danosa para a Murtosa. Não citando nomes, naturalmente, posso dizer que conheço muitas pessoas da minha geração, que trabalham hoje longe da terra que os viu nascer, cujas capacidades seriam uma mais valia inestimável para a Terra Marinhoa.

A única forma de contrariar este êxodo é, claramente, através da criação de emprego. Aqui, como em qualquer outro lugar, a existência de oportunidades de trabalho é condição essencial para a fixação das pessoas, nomeadamente das novas gerações. Se o diagnóstico é claro para toda a gente, a cura, essa, é bem mais complicada, principalmente se tivermos em linha de conta a grave conjuntura nacional.

Um concelho com as especificidades da Murtosa requer estratégias adequadas e exequíveis do ponto de vista económico. Esse será o assunto de um dos próximos posts.

 
quinta-feira, junho 23, 2005
  Praia da Torreira

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Se, como é público, a Torreira este ano não ostenta a Bandeira Azul - não por falta de qualidade, recorde-se, mas antes porque a Câmara da Murtosa, em protesto contra os critérios de atribuição do galardão, decidiu este ano não apresentar candidatura -, não é menos verdade que dificilmente alguém sentirá a sua falta.

Aos olhos do visitante, a Praia da Torreira apresenta-se como nunca, quer pelas suas qualidades naturais - o extenso e limpo areal contrasta com a triste realidade de muitas praias bem próximas - quer pelos melhoramentos ao nível das acessibilidades, como as numerosas passadeiras ou os recém-colocados varandins, por exemplo.

A isto acresce o número significativo de lugares de estacionamento - principalmente a Norte, junto à Escola Integrada da Torreira e os bons apoios de Praia. Tudo a postos, portanto, para receber condignamente os muitos milhares de pessoas, locais e forasteiros, que escolhem a Torreira como poiso de Verão.

 
quarta-feira, junho 22, 2005
  Pare, Scut e Olhe...

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Talvez muita gente não saiba, mas o impasse na definição do traçado do troço do IC1 entre Estarreja e Angeja, que tanta tinta tem feito correr nos últimos anos, está a sair bem caro aos bolsos dos contribuintes.

É que segundo o "Diário de Aveiro", citando notícia do "Diário Económico", a suspensão do processo fez com que o Estado tivesse que indemnizar a LusoScut em nada mais, nada menos que 250 Milhões de Euros. Qualquer coisa como 50 Milhões de Contos, em moeda antiga.

Vale a pena ler o comentário do Vladimiro Silva sobre o assunto.

 
  Oceans Apart - Go-Betweens

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Quando falamos de grandes discos pop, a veterania é um Posto. Basta ouvir "You are the Quarry" de Morrissey e este "Oceans Apart" dos Go-Betweens para perceber que "quem sabe não esquece".

"Oceans Apart" é o terceiro álbum após o regresso, em 2000, da banda australiana. Confesso que conheci os Go-Betweens precisamente nesta segunda encarnação, quando, quase por acaso - existirão acasos? - descobri, a "nice price", o excelente "The Friends of Rachel Worth". Só a partir daí fui à procura do material anterior, verdadeiramente marcante na cena "indie" dos anos 80.

Em "Oceans Apart" há grandes canções, com melodias irresistíveis, quase "sing-along songs", como "Finding You" ou "Boundary Rider".
Façam favor de o descobrir.

 
terça-feira, junho 21, 2005
  Perspectivas...

(...) O caso, segundo se relata, foi, por exemplo, assim: uma velha, de madrugada, viu sair uma víbora por debaixo de uma pedra: a víbora desatou a correr por baixo como podia ter desatado a correr para cima; mas o que viu o correeiro da Rua de São Roque já não foi uma víbora, mas sim uma cobra de razoável tamanho, que também desatou a correr para cima ou para baixo, a direcção não consta.
A Beata que saía de São Ginés, de ouvir a missa da alba, viu um verdadeiro cobrão, que, esse sim, ia a caminho do Paço, mais coisa menos coisa; e, finalmente, alguém da Guarda Valona que ia para o serviço ou vinha dele (isto não é muito preciso), o que pôde contemplar, atónito ou esbugalhado, foi uma gigantesca boa que rodeava o Paço, pela parte que assenta na terra ou confina com ela, e parecia apertar o edifício com ganas de o derrubar, ou pelo menos de o espremer, o que parece mais verosímil, pelo menos do ponto de vista da semântica. (...)

Gonzalo Torrente Ballester in "A Crónica do Rei Pasmado".

 
segunda-feira, junho 20, 2005
  Notas sobre a Murtosa em pré-Autarquicas, I

Estamos a cerca de 4 meses das eleições autárquicas e, aos poucos, começam-se a perfilar os candidatos à presidência da Câmara da Murtosa.

Segundo o site da SFM Rádio, o cabeça-de-lista do Partido Social Democrata será, sem grandes surpresas, o Dr. Santos Sousa, actual edil, que concorre assim a um terceiro mandato, enquanto pelo Partido Socialista o candidato será o Eng. Manuel Maria Cruz. Segundo o Portal “O Moliceiro”, a estes nomes junta-se o do candidato da CDU, Fernando Pinho.

Pela importância que este assume, nos próximos tempos dedicarei algum espaço na Santa Terrinha ao acto eleitoral que se avizinha, sempre numa perspectiva de cidadania interessada, naturalmente. Estou certo que os outros Bloggers e os frequentadores assíduos da Blogosfera Murtoseira também o farão.

Dos candidatos já assumidos – e dos outros que, eventualmente, venham a aparecer no futuro – esperam-se, essencialmente, ideias e estratégias para a Murtosa. Os Murtoseiros devem ser exigentes, questionar, reflectir sobre o que temos e sobre o muito que ainda nos falta. Aos candidatos, mais do que discursos demagógicos e de ocasião, devem-se pedir acções e medidas concretas.

Temos a “sorte” de ser um concelho pouco apetecível aos caprichos partidários, imune, por isso, aos “paraquedismos” descarados, tão comuns noutras urbes de maior dimensão. Numa terra com pouco mais de 9.500 almas, a proximidade entre eleitores e eleitos é um factor decisivo, capaz de condicionar a escolha de um determinado candidato em detrimento de outro.

Por aqui, as caras ainda vão valendo mais do que os símbolos partidários, felizmente. Um exemplo paradigmático é a votação na freguesia do Monte, onde, nos últimos actos eleitorais, para a Assembleia de Freguesia, a maioria dos eleitores tem escolhido PS, enquanto que para a Câmara e a Assembleia Municipais, o PSD tem sido o mais votado.

O factor proximidade responsabiliza fortemente Eleitores e Eleitos. Os primeiros devem ter uma acção positiva e construtiva em relação aos assuntos da sua terra: primeiro elegendo os mais capazes, e depois acompanhando de forma interessada e crítica a gestão autárquica;

Os segundos não devem defraudar as expectativas neles depositadas através do voto popular, prolongando, no pós-eleições e no decorrer do mandato, a abertura e o contacto directo com as pessoas, tão característicos do período de campanha eleitoral.

 
domingo, junho 19, 2005
  Exposições Projecto Leme

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O Projecto Leme, da Santa Casa da Misericórdia da Murtosa, irá promover um conjunto de iniciativas de Animação Cultural no Espaço Colónia Balnear, na Praça da Varina na Torreira.

O cardápio, que pode ser consultado abaixo, inclui Exposições de criadores de áreas tão distintas como a Fotografia, a Pintura, a Bijuteria ou o Artesanato.

Devo dizer que conheço muito bem a maioria dos artistas que irão expor no espaço, todos com trabalhos de grande qualidade e criatividade, merecedores, por isso, de uma visita atenta. Parabéns ao Projecto Leme pela excelente iniciativa.

 

01/07 a 07/07 : José Pedro Tavares (Pintura e Escultura)

08/07 a 11/07: Projecto Leme

13/07 a 18/07: Manuel Frutuoso (Barcos Moliceiros)

20/07 a 25/07: Nelson da Silva - “Reflexos” (Fotografia)

27/07 a 01/08: Ana Lúcia Rua (Artesanato)


03/08 a 08/08: Isabel Tavares (Arranjos Florais)

10/08 a 15/08: Ana Catelas (Bijuteria)

17/08 a 22/08: Alves Moutela - “Corpuslinha” (Fotografia)

24/08 a 29/08: Carla Correia (Pirogravura/Artes Deco)

 
sábado, junho 18, 2005
  Coincidências

Segundo o Diário Digital, "a polícia inglesa colocou alarmes nas residências de portugueses da localidade de Towbridge, para os proteger de ataques xenófobos, que já se registaram após o assassínio de Hayley Richards, cujo principal suspeito é um português."

Lá, como cá, a eterna tentação de julgar o "todo" pelos erros de "parte".

 
  Divagações de Fim-de-Semana, parte II

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Confesso que sempre tive uma aversão feroz àquele género de publicidade que apresenta os intervenientes em poses idiotas, ainda que às mesmas esteja associada alguma dose de humor. Bem pior é quando a imbecilidade surge sem nenhuma motivação humorística.

Um exemplo paradigmático é o anúncio recente de um operador de telemóveis - por sinal aquele que habitualmente nos oferece os spots mais interessantes e criativos - no qual se apela à descoberta do "mundo lá fora", nas suas facetas mais simples.

A ideia, como conceito,  até pode ter o seu quê de poético, mas ver alguns jovens, com o ar mais néscio do mundo, a apreciar um tufo de ervas como se tivessem vindo de Marte, enquanto a "voz off" nos impele a descobrir "a relva", representa um verdadeiro insulto à inteligência do espectador.

Utilizando uma terminologia muito em voga nos meus tempos de adolescente - muito a propósito neste caso concreto - , estamos perante aquilo a que se pode chamar um spot "de ir ao pasto"...

 
sexta-feira, junho 17, 2005
  O Paradoxo

São perniciosos os tempos em que vivemos. Parece que nunca foi tão fácil protestar, chamar a atenção, promover causas e ideias. Temos liberdade para o fazer e os meios ao nosso dispor:  a Internet, os Jornais, as Televisões, ávidas de "Vox Populis".

No entanto, como se de um estranho equilibrio se tratasse, quantas mais são as vozes que se fazem ouvir, menos são os ouvidos para escutar. O clamor alheio parece-nos sempre fútil, irrisório, menos urgente, face aos nossos próprios problemas.

No meio da entropia, quem nos dá atenção, afinal?

 
quinta-feira, junho 16, 2005
  Banda Sonora para Viajantes, XVI

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"Ederlezi" - Goran Bregovic (1998)

«Tens por aí alguma Banda Sonora do Kusturica?» A resposta à pergunta da Maria foi um «Não só, mas também» e representou o pretexto para redescobrir um disco que já não ouvia há algum tempo: "Ederlezi", do  Goran Bregovic.

O álbum reune uma selecção de temas escritos pelo compositor bósnio para os filmes "Underground", Arizona Dream" e "No tempo dos Ciganos", de Kusturica e ainda para "A Rainha Margot", de Patrice Chereau e "Toxic Affair", de Philomène Esposito.

A tão diversos estilos cinematográficos só podiam corresponder distintas abordagens musicais, transformando esta colectânea num exercício de ecletismo notável. Estão aqui as exuberantes músicas dos Balcãs, dos filmes de Kusturica - "Kalashnikov", de "Underground" é disso exemplo - mas também a pop de "American Dreamers", com Iggy Pop no inspirado "TV Screen" ou o próprio Johnny Depp a declamar em "American Dreamers".

"Ederlezi" é um excelente ponto de partida para penetrar no universo musical de Goran Bregovic, o mesmo que vai estar, com a sua "Wedding and Funeral Band", no Cais da Fonte Nova, em Aveiro, no próximo dia 9 de Julho.

 
quarta-feira, junho 15, 2005
  Joanna Newson


Quando pensamos que já ouvimos tudo, aparece sempre alguém capaz de nos surpreender e arrebatar. Não é facil qualificar a música de Joanna Newson, com o seu timbre peculiar e a sua arpa disfarçada de guitarra.
Há quem arrisque chamar-lhe "os novos caminhos da Folk".

Façam favor de descobrir esta menina. Nunca ouviram nada parecido, garanto eu.

 
terça-feira, junho 14, 2005
  O "Francês"

Não é está famosa a oferta de diversão nocturna por estas bandas. E ainda pior ficou com o fecho do "Francês", ali a meio caminho entre a Torreira e S. Jacinto.

Era a alternativa quando a Torreira estava "sobrelotada" ou a preguiça nos afastava de outros destinos. Não era nada do outro mundo: a decoração era sóbria, o ambiente não era sofisticado. Mas era um Bar especial, carismático como poucos.

Outros planos estão traçados para o "Francês". Adiados, ao que parece, pelo menos a julgar pelo abandono a que o espaço foi votado.

 
  Made in P.R.C.

«Ò Januário, que país será este P.R.C.?»
As iniciais, escritas na caixa de brocas compradas "ao preço da chuva" numa grande superfície, tinham intrigado o meu colega Vitor. "Made in P.R.C."

«Aposto que é People's Republic of China», arrisquei.

«Então faz todo o sentido.», respondeu o colega, enquanto me mostrava, na superficie da caixa de brocas, preservadas pelo celofane exterior, umas impressões digitais minúsculas - de criança, quase de certeza - marca inadvertidamente personalizada do último operário que manuseou o artigo.

 
segunda-feira, junho 13, 2005
  Eugénio de Andrade 1923-2005

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Onde os lábios

Os lábios.
Distante, arrefecida chama.
Não só os lábios, também as estrelas
são distantes.
E os bosques. E as nascentes.
Também as nascentes são distantes.
As nascentes onde os lábios,
onde as estrelas bebem..
Só o deserto é próximo, só
o deserto.


Eugénio de Andrade

 
  Álvaro Cunhal 1913-2005

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Desapareceu uma das últimas figuras verdadeiramente carismáticas da política e da sociedade portuguesa. Partilhe-se ou não do seu pensamento político, dele fica exemplo raro de um Homem tenaz e de convicções inabaláveis.

A História faz-se de Grandes Homens. Cunhal será lembrado como um deles.

 
  A Taça é nossa!

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Faço minhas as palavras do "Murtosices" - a quem roubei, com a devida vénia, a foto do plantel - e do "Jornal da Rua", e felicito as atletas do Sport Marítimo Murtoense pela brilhante conquista da Taça de Portugal 2004/2005, em futebol feminino.

A equipa murtoseira derrotou na final, realizada na passada sexta-feira, a equipa do Várzea por 3-2, somando assim o título nacional à Taça Distrital da A.F.A, recentemente conquistada. Uma época em cheio, portanto.

Já não é a primeira vez que bato nesta tecla aqui na Santa, mas espero sinceramente que estes excelentes resultados sirvam para que a Murtosa - entenda-se as pessoas, as autoridades políticas, orgãos de comunicação social, etc - comece a dar um pouco mais atenção à equipa do Murtoense. Elas merecem.

 
domingo, junho 12, 2005
  Adriana Calcanhotto

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Ora aí está um concerto a que a "seita" não vai faltar: a Adriana Calcanhotto vai estar no Cais da Fonte Nova - belíssimo enquadramento para tão bela música -, em Aveiro, no próximo dia 24, às 22h.

O evento insere-se no Programa "Aveiro em Festa", que animará o Verão na Cidade dos Canais com Música, Teatro e Animação de Rua.

 
  Divagações de Fim-de-Semana, parte I

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É o que dá nunca olhar para o talão de compras. Só recentemente descobri que as minhas bolachas favoritas, integrais, daquelas ricas em fibra, são taxadas com um IVA de 19% (futuramente 21%), ao contrário das suas primas mais convencionais, tipo Marias e afins, que têm uma taxa reduzida de 5%.

Vai-se lá saber porquê, umas são "bens essenciais" e as outras "produto de luxo".
Deve ser do "efeito bifidogénico".

 
sábado, junho 11, 2005
  O Preço da Cultura

O Jornal da Ria desvenda, na sua última edição, aquele que será um dos primeiros espectáculos agendados para o muito aguardado Cine-Teatro de Estarreja. Trata-se da peça de teatro "A Partilha", com Teresa Guilherme, Rita Salema, Cristina Carvalhinhos e Patrícia Tavares, em cena nos dias 24 e 25 de Junho, às 21:30h.

Um equipamento cultural como o renovado Cine-Teatro de Estarreja assume uma importância que extravasa os limites da jovem cidade. Há toda uma área em volta, nomeadamente os concelhos da Murtosa, Oliveira de Azemeis, Albergaria-à-Velha e até Ovar, potencialmente atraída pela programação daquela sala.

Depois de Estarreja, por uma questão óbvia de proximidade, penso que o público da Murtosa será aquele que mais terá a ganhar com a inauguração do espaço. Até agora, o acesso a uma programação de qualidade, como o Teatro ou mesmo o Cinema, implicava a deslocação a Aveiro ou ao Porto, transformando num autêntico acontecimento aquilo que deveria ser um hábito banalizado e frequente.

Há dias, numa das conversas da "seita" na Taska do Manel, falávamos acerca da política de preços que seria adoptada pelo Cine-Teatro de Estarreja, e eu apostava na "chapa" 15 Euros, tendo como referência os preços de bilheteira do Aveirense - as entradas para o concerto de Wim Mertens na sala de Aveiro, no próximo dia 18, por exemplo, custam entre 12,5 e 15 Euros.

No decorrer da conversa, alguém dizia, e com razão, que Estarreja não é Aveiro - como Aveiro não é Lisboa - e, por isso, os preços teriam de ser um tudo nada mais reduzidos e adaptados à realidade socio-económica da região. A verdade é que os bilhetes para a já citada peça de Teatro custam 17,5 Euros, um valor mais alto que a bitola aveirense.

Se, para alguns, pagar 17,5 Euros por uma peça de Teatro é perfeitamente razoável e acessível, para a generalidade das pessoas que conheço tal valor é um factor desmobilizador, principalmente em tempo de crise e de "aperto de cinto". Imagine-se, por exemplo, um núcleo familiar de 4 pessoas que pretenda assistir à peça e que desembolsará assim nada mais nada menos que 70 Euros.

Espero que a Entidade Gestora do Cine-Teatro de Estarreja tenha em conta, futuramente, dentro do possível, as especificidades económicas do concelho de Estarreja e concelhos limítrofes e apresente preços mais acessíveis nos espectáculos, sob pena de transformar a sala num palco elitista, desvirtuando assim o objectivo de democratizar e descentralizar o acesso aos bens culturais.

 
sexta-feira, junho 10, 2005
  Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
 
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
( Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!


Fernando Pessoa, Mensagem.

 
quinta-feira, junho 09, 2005
  "Líricas" - Zeca Baleiro

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Zeca Baleiro é só um dos melhores compositores da chamada "nova música brasileira". Dono dessa admirável arte de dominar as palavras, o trocadilho e a ironia, sob as bases melódicas mais diversas como o samba, a morna, o rock, o funk ou o forró,  Baleiro só encontra paralelo, eventualmente, deste lado do Atlântico, no "nosso" Sérgio Godinho.

Foi pois com indisfarçável satisfação que encontrei o DVD "Líricas", que regista o concerto gravado ao vivo para a Direct TV em 2002. O alinhamento do espectáculo visita, num registo acústico, maioritariamente o álbum homónimo de 2000, com algumas incursões pelos dois primeiros discos de Baleiro, "Por onde andará Stephen Fry" e "Vô Imbolá".

É curioso ver como "Meu Amor Meu Bem Me Ame" - um funk delicioso no original -  ou "Heavy Metal do Senhor" são reduzidas à simplicidade do registo acústico, prova de que, despidas de todos os artifícios  sonoros, as músicas valem por si próprias.

Indispensável.

 
quarta-feira, junho 08, 2005
  Crónicas da Cidade Grande, volume IX

O Sprint

«Vá, venha por aqui», disse eu, enquanto, num gesto rápido, puxava o cego para uma das Saídas do Metro. Compadeci-me do homem, ali, a bater freneticamente nas portas de saída, em busca do canal, normalmente franqueado, que, naquela noite, era barreira intransponível.

(Os outros passageiros, quiçá pela pressa e pela hora adiantada, tinham saído um a um, indiferentes aos gestos desorientados do invisual. Já o tinha visto dezenas de vezes, percorrendo a Linha Verde, de ponta a ponta, de harmónica nos beiços, rogando a “bondade” dos passageiros. Resolvi pois ajudar o homem, mal sabendo a pequena “aventura” que me estava reservada a seguir.)

Transposto o obstáculo, o homem agradeceu e, antes que me afastasse, perguntou-me que horas eram. «Meia-noite e dez», retorqui. O homem sobressaltou-se: «Gaita! Ainda perco o Comboio!» Imediatamente, aproveitando a leva de boa vontade da minha parte, disse: «Já agora, se não for pedir muito, guiava-me até à Estação de Comboios. Assim chego lá mais depressa».

Porque até me ficava em caminho, anuí, e, acto contínuo, começamos a vencer a distância que separava a Estação de Metro do Areeiro da Estação de Caminho de Ferro, ao fundo da Padre Manuel da Nóbrega.
Eu, mais o cego pelo braço.

O certo é que o homem mentalmente ia contando os minutos que faltavam até ao último comboio para sul. De tal modo que, pressentindo a não concretização do objectivo, não esteve com meias medidas e disse: «Podia ir um bocadinho mais depressa?”. “Vamos a isso”, respondi eu, acelerando consideravelmente o passo, no que fui seguido pelo cego.

Ainda assim, não satisfeito pelo cadência da jornada, e temendo ouvir o derradeiro apito que indiciava a partida do comboio, arriscou mais um  pedido: «Se você quiser, podemos correr um bocadinho! Eu acompanho um ritmo, não se preocupe!».

Pela hora tardia, poucas eram as almas que circulavam por aquelas bandas, por isso foram poucos – felizmente – os que presenciaram o insólito quadro de alguém a correr desalmadamente, rua abaixo, com um cego preso pelo braço, de bengala em riste, percorrendo os últimos metros até à Estação.

Chegamos mesmo a tempo do Comboio, o mesmo que, segundos depois, levava o cego, cansado pela safra do dia e principalmente pelo “sprint” final, até à outra margem.

 
terça-feira, junho 07, 2005
  Banda Sonora para Viajantes, XV

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"1984-1989" -Lloyd Cole and The Commotions (1989)

Não há dúvida que as nossas escolhas musicais - ainda que inconscientemente - são fortemente condicionadas pelas estações do ano. Há dias, ao falarmos de Cohen, o meu amigo Joaquim chamava-lhe música de Inverno, e com razão.

No meu caso, a subida da temperatura induz-me uma vontade irresistível de escutar a frescura da pop da década de 80. Falar de década de 80 e de Pop é falar de Lloyd Cole e dos "seus" Commotions.

A minha escolha para a viagem de ontem, "1984-1989", não é a "ultimate compilation" de Lloyd Cole - acho que foi editada uma no ano passado - mas abarca, sem dúvida, aquele que é reconhecido como o período de pico criativo do músico britânico.

"Are you ready to be Heartbroken", "Rattlesnakes", "Lost Weekend" ou "Jennifer She Said" são autênticos paradigmas pop, exemplos dessa rara qualidade que é a intemporalidade.

 
segunda-feira, junho 06, 2005
  Mais Ouro para o Pedro!

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O altleta murtoseiro Pedro Cirne continua na senda das vitórias na Tailandia, tendo conquistado nova medalha de Ouro, desta feita na prova de 3000m Masculinos.

Recorde-se que Pedro Cirne havia já alcançado idêntico galardão na prova dos 1500m Masculinos, dos I Jogos ASEM, realizada na passada sexta-feira.

Temos Campeão!

 
domingo, junho 05, 2005
  IV Encontro de Homens Estátua da Murtosa

Pelo quarto ano consecutivo, as Estátuas invadiram as Praça da Varina na Torreira, naquele que é, sem sombra de dúvida, um dos mais originais eventos que acontecem aqui por estas bandas.
Aqui ficam alguns registos da edição deste ano.

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sábado, junho 04, 2005
  Bravo, Pedro!

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Temos motivos para nos sentirmos orgulhosos!
Segundo o portal "
Noticias de Aveiro", o jovem atleta murtoseiro Pedro Cirne alcançou a Medalha de Ouro na prova de 1500m masculinos, nos I Jogos da Juventude Ásia-Europa (ASEM), a decorrer em Banguecoque, na Tailândia.

A medalha de Pedro Cirne foi um dos cinco galardões conquistados pela representação portuguesa, na jornada de abertura dos jogos ASEM, realizada durante o dia de ontem.

Parabéns!

 
sexta-feira, junho 03, 2005
  Metro

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"É a melhor coisa que Lisboa tem!" A afirmação, que corroboro inteiramente, é recorrente, e refere-se, não ao Oceanário, não ao Estádio da Luz ou à Torre de Belém, mas sim ao Metropolitano. Quem vive ou trabalha em Lisboa sabe da importância capital que o Metro assume na mobilidade urbana alfacinha.

Pelo que pude hoje constatar, estou em crer que não tardará muito até ouvirmos idênticos elogios da boca dos portuenses em relação ao seu "Metro". Para já, está cumprido um dos grandes objectivos: o Metro do Porto chega já a Campanhã, entroncamento das Linhas do Norte e do Minho, por onde passam milhares de passageiros por dia, acabando assim com a sua "estanquicidade" inicial.

Um Metro só é eficaz se existirem Estações que coincidam com os chamados interfaces intermodais, e Campanhã é um deles. Tendo em conta o caótico trânsito da Invicta, começa a ser cada vez mais viável utilizar o comboio - e depois o Metro - nas deslocações à cidade.

 
  Let´s Jazz

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Publicidade à parte, a verdade é que a nova colecção "Let's Jazz" do jornal "Público" é aquilo a que podemos chamar verdadeiro serviço público musical.

A Colecção, organizada em parceria com o Centro de Estudos de Jazz da Universidade de Aveiro, apresenta uma perspectiva histórica do Jazz, oferecendo pistas escritas que ajudam a contextualizar o material disponível para audição.
Excelente.

 
quinta-feira, junho 02, 2005
  Constituição Europeia?

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Enquanto na França e na Holanda já se realizaram os referendos à Constituição Europeia, antecedidos de um debate esclarecedor para a opinião pública, em Portugal olha-se para o documento como se fosse uma abstracção nebulosa, tão distante como Bruxelas, acessível apenas a uns poucos mais familiarizados com as questões europeias.

Por cá, o Referendo - de utilidade e "timing" discutíveis, após os resultados na Holanda e na França -, tudo leva a crer, será realizado em Outubro. Pergunto-me quantos de nós nos consideramos esclarecidos acerca dos termos, disposições e consequências práticas da Constituição que é suposto referendarmos.

Quem tem culpa, afinal, deste "estado de ignorância"? Toda a gente, digo eu. Os cidadãos, desde logo, pouco habituados a procurar o esclarecimento, esperando sempre que a informação lhes entre porta adentro, sem esforço, como se da novela das 9 se tratasse; Os políticos, pouco ou nada empenhados em promover o conhecimento dos termos do documento, apesar de apregoarem diariamente a sua importância.

O tempo urge, portanto. Valerá, eventualmente, o facto do Referendo se realizar simultaneamente com um acto eleitoral - as Autárquicas - que por norma regista altas percentagens de participação popular. Se assim não fosse, o número de votantes seria, quase de certeza, vergonhosamente reduzido.

 
  Foguetório

Segundo o "Diário Digital", como medida de prevenção de incêndios, num Verão particularmente de risco, o Governo decidiu proibir o lançamento de foguetes nas áreas rurais durante a época estival.

Para quem convive, há muitos anos, com um autêntico "Cabo Canaveral" improvisado, paredes meias com o fundo do quintal, e se espanta com os euros estoirados em longos minutos de ruidoso (e inútil) foguetório, a medida é, sem dúvida, muito bem vinda.

 
  Adriana

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Quem, como eu, é apreciador - e principalmente consumidor assíduo - de cinema português, sabe que esmagadora maioria dos filmes que passam no circuito comercial segue os caminhos do cinema dito "mais sensorial", de autor, em detrimento de abordagens mais mainstream, ou americanizadas.

Não raras vezes, porém, as boas ideias e pressupostos iniciais do argumento resultam em transposições densas e pouco conseguidas nas películas. Este direccionamento faz com que uma larguíssima percentagem do público cinéfilo torça o nariz à perspectiva de ver um filme português.

O novo filme de Margarida Gil, "Adriana" - vencedor do Prémio para Melhor Filme Português do "Indie Lisboa 2005" - é precisamente um desses filmes "alternativos", com um universo muito próprio, e por isso de sujeito à crónica polarização que assombra a produção nacional: ou se ama ou se odeia.

Os caminhos que o filme traça, com uma constante incursão por ambiências que roçam o burlesco e o surreal, afastando-se de uma narrativa linear, tanto pode induzir a sensação de se estar perante um logro cinematográfico, como de uma obra genial. Depende tão somente do perspectiva ( e da predisposição) do espectador.

Pessoalmente, não gostei particularmente do filme, apesar de alguns planos belíssimos, de um onirismo notável, e de alguns bons diálogos. Destaques para as prestações de Ana Moreira ("Os Mutantes"; "Tarde Demais" ) e  de Isabel Ruth ("O Rio do Ouro", "O Delfim"), dois rostos recorrentes do cinema português contemporâneo.

 
quarta-feira, junho 01, 2005
  Dia Mundial da Criança

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Menino: queres ser meu mestre?
- Contigo teria tanto que aprender!


A ser casto, sem querer;
a ser bom, sem o saber;
 

a ser alegre, sem ter
motivos para o ser.


Menino: queres ser meu mestre?
- Deixa o teu arco aí. Vem-me ensinar

 
a sorrir e a confiar;
a ter esperança e a perdoar;
a esquecer e a chorar...


Menino, que brincas no jardim:
- Tu sim,
podias ser um mestre para mim!

Carlos Queirós


Este Post é especialmente dedicado à Michelle, ao Rodrigo, à Juliana e ao Ricardo.
Eles ainda não sabem ler, é certo, mas os respectivos papás entregarão o recado.

 
Blog de um urbano-convertido e rural-enraizado. Pensamentos, reflexões, inflexões, citações, frases feitas e outras nem por isso.
Por Januário Cunha

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