Santa Terrinha
sexta-feira, outubro 08, 2004
  O Fim da Filarmonia das Beiras

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Com a novela mediática à volta do Professor Marcelo e do lápis azul encapotado a dominarem a actualidade, algumas notícias, de âmbito mais local, passam quase despercebidas aos olhos dos Meios de Comunicação Social.
É o caso da lamentável dissolução da Orquestra Filarmonia das Beiras, consequência da extinção da Associação Musical das Beiras, entidade que a suportava. Mais uma vez – o problema parece ser recorrente – foram as questões financeiras a ditar a sentença de morte.
Os pormenores e as razões podem ser encontrados aqui.

 

A Orquestra Filarmonia das Beiras foi criada em 1997 com a finalidade de proporcionar o acesso regular a linguagens musicais ditas clássicas, numa Região que, estando afastada dos dois aglomerados urbanos mais importantes – Lisboa e Porto – estava também afastada de manifestações culturais do género.
Assim, a Região Centro passou a dispor de uma Orquestra Sinfónica de inegável qualidade.

 

Tive o prazer de assistir a dezenas de Concertos da Filarmonia das Beiras, maioritariamente nos meus tempos de Universidade.
Aprendi muito com os Concertos da Orquestra, que aconteciam na última quinta-feira de cada mês, no Teatro Aveirense ou no Centro Cultural e de Congressos.
Descobri obras e compositores que, de outro modo, dificilmente chegariam ao meu conhecimento.

 

Ainda no ano transacto, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Música, a Orquestra actuou na Murtosa, terra onde raramente acontece um evento do género.
Não tive o privilégio de assistir à apresentação mas soube da recepção entusiasta das dezenas de pessoas que se deslocaram ao Salão dos Bombeiros Voluntários.
Foi assim em mais de 80 concelhos da Região Centro, ao longo de 7 anos, ao cabo de mais de 400 concertos e apresentações.

 

A extinção da Orquestra Filarmonia das Beiras representa um rude golpe no esforço de descentralização do acesso à Cultura nas suas mais variadas formas.
Parafraseando o Pacheco Pereira, “pobre País, o nosso”. Tudo se esboroa a olhos vistos e, obviamente, nem a Cultura escapa.

 
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Por Januário Cunha

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