Santa Terrinha
terça-feira, maio 25, 2004
  Campanha "Um Milhão de Rostos"

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Em cada minuto morre uma pessoa, vítima de uma arma de fogo. Nesse mesmo minuto, 15 novas armas são produzidas.

A Amnistia Internacional, a Oxfam e a IANSA - International Action Network on Small Arms, lançaram em conjunto uma campanha internacional para a criação de um tratado internacional sobre o comércio de armas.

Uma das acções desta campanha é a Petição "Um Milhão de Rostos": a maior petição visual alguma vez realizada e que será entregue nas Nações Unidas. 
Para participar, devemos enviar a nossa foto em formato digital, com o nosso nome e o país escritos na palma da mão ou segurando um dos slogans da campanha, para o site da
Control Arms .  
Para além de outras iniciativas, será construido um muro de rostos em volta das Nações Unidas e um enorme placard feito da soma dos rostos que, juntos, formem a imagem do alvo da campanha ou o nome da campanha.

Saibam mais aqui.

"Vire-se contra as armas, antes que elas se virem contra si. Seja um entre um milhão de rostos."

 
segunda-feira, maio 24, 2004
  Companheirismo

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Convosco,
reparti o tempo de sonhar;
vivi a magia dos dias felizes,
senti a amargura das despedidas impossíveis,
vacilei na confusão das decisões adiadas.

Convosco,
encontrei a força que me rege
e me faz insistir
em ser parte integrante deste dia.

Maria da Ascensão Rodrigues


Post Scriptum: O poema anterior faz parte do livro "Antes que o Sol se ponha", editado recentemente pela poetisa murtoseira Maria da Ascensão Rodrigues.
Os poemas, compilados pela autora nesta obra, transportam em si a beleza imensa e esmagadora das coisas simples. No caso de Maria da Ascensão Rodrigues, simplicidade é sinónimo de mestria.
Apesar de não residir actualmente na Murtosa, a poetisa não esqueceu a umbilicalidade que a une à sua terra, cantando-a recorrentemente na sua obra. Lá longe, "os olhos, esses, continuaram em busca da água marinhôa", como escrevia Manuel Arcêncio.

Refira-se que a receita da venda deste "Antes que o Sol se ponha" - título belíssimo - reverte, na íntegra, para o Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro.

Obrigado ao amigo Amador pela dica preciosa que trouxe este livro ao meu conhecimento.

 
domingo, maio 23, 2004
  Sensações

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É nu
Puro o meu sentir.
Não desperdices
O muito que te diz.
Não o ausentes
Porque está contigo.

Maria da Ascensão Rodrigues


Post Scriptum: O poema "Sensações" é extraído do livro "Reflexos" da poetisa murtoseira, editado em 1995 pela Câmara Municipal da Murtosa.

 
sábado, maio 22, 2004
  La Boda

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Haja paciência!
Já não nos bastava a SIC e a TVI - cujas grelhas, principalmente da última, são uma telenovela "non stop" - também o Canal 1 embarcou nessa onda de Serviço Público chamada "Boda Real".

Tomando a velha máxima do Marketing - a tal que diz que "o importante não é ir de encontro às necessidades, mas sim convencer o consumidor (televisivo, neste caso) de que ele precisa efectivamente de determinado produto" - as Televisões exploraram de tal maneira o acontecimento espanhol que convenceram o Povo Luso da "obrigação" de acompanhar todos os detalhes do enlace.

Como explicar este súbito interesse por Castela?
Será que o nosso Jet Set Real não está à altura?
Será algum Saudosismo Ancenstral aflorado pelo facto do Príncipe - e futuro Rei de Espanha- se chamar Felipe?

Hasta Luego! Valha-me a SIC Radical...

 
sexta-feira, maio 21, 2004
  snapshot #4

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Os moliceiros são, sem sombra de dúvida, uma fonte inesgotável de criatividade.
Esta ré foi fotografada no Cais da Ribeira de Pardelhas, na Murtosa.

 
quinta-feira, maio 20, 2004
  Ozono

A concentração de ozono na atmosfera ultrapassou, ontem à tarde, os valores recomendáveis na zona de Estarreja , cuja estação registou, entre as 17 e 18 horas, uma média de 183 microgramas por metro cúbico de ar.

De acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Centro, CCDR-Centro, a concentração de ozono afecta os concelhos de Albergaria-a-Velha, Estarreja, Murtosa e Ovar, bem como as freguesias de Cacia, Eirol, Eixo, Nariz e Oliveirinha, no concelho de Aveiro. A CCDR-Centro alerta para o facto de os valores registados - ligeiramente acima daquele considerado o valor limiar de informação da população (180 microgramas) - poderem provocar danos na saúde humana, principalmente em crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com doenças respiratórias ou cardíacas.

A exposição ao ozono afecta as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares. Entre as recomendações aos residentes nos locais afectados, aconselha-se que reduzam ao mínimo a actividade física intensa no exterior, sobretudo ao ar livre, e que recorram a cuidados médicos, em caso de agravamento de eventuais sintomas, assinala o CCDR.

in "Jornal de Notícias", 2004-05-20

 
  Breaking The Waves

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O amor é uma força esmagadora.
A frase resume a mensagem do fantástico "Breaking the Waves" de Lars Von Trier, realizado em 1996 e distribuido hoje na Série Y do "Público".

Considero o filme - tristemente traduzido para um novelesco "Ondas de Paixão"** - um dos mais belos momentos da história do cinema e, sem dúvida, a melhor película do realizador dinamarquês.

A extraordinária Emily Watson protagoniza uma história de sacrifício e entrega total, até ao limite.
Um filme fortissimo onde a tragédia nunca se sobrepõe à esperança.

A ver ou a rever.


** As traduções pouco felizes são muito frequentes em Portugal e, não raramente, desvirtuam a intencionalidade do título original. "Breaking the Waves" é muito mais rico e forte que a tradução "Ondas de Paixão", mais dada a romances de cordel.
A tradução mais "sui generis" que já vi foi a proposta para o filme "
Big Trouble in Little China", realizado em 1986 pelo mestre John Carpenter. Em Português chamara-lhe "Aventuras de Jack Burton nas Garras do Mandarim"

 
  A Varina II

As Varinas estão na moda. E não só na Santa Terrinha.

"Varina mulher da Murtosa" é o tema do II Prémio de Fotografia da Murtosa, promovido pela Câmara Municipal.
Os amantes da fotografia podem consultar o regulamento no Site do Município.
30 de Setembro de 2004 é data limite para a recepção dos trabalhos.

Infelizmente, já não são muitas as Varinas que por aí andam. Sinais dos Tempos.
É, portanto, de esperar, um forte assédio fotográfico às que teimosamente resistem.
As "Bascas" que se cuidem...

À falta de modelos de "carne e osso", a Santa Terrinha aconselha uma visita à "Praça" da Varina, na Torreira. Pode não se ver à primeira, mas garanto-vos que a Estátua que homenageia a "Mulher da Murtosa" está mesmo lá.
Pior sorte teve a sua congénere da Praça de Pardelhas que, na década de 50, depois de ver a sua graciosidade substituida pela frieza monolítica do Padrão a Jaime Afreixo, desapareceu sem deixar rasto...
Até hoje.
 
quarta-feira, maio 19, 2004
  A Varina

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"Graúda e viva! A saltar!"
É este o pregão que lanças
Sempre que voltas do mar.
Graúda e viva! A saltar!"

E, na alma das crianças,
Este pregão que tu lanças
Fulgura como o luar.
...
Varinas!...Isso que tem?
Por governarem a vida,
Na mais rude e negra lida,
Sem dever nada a ninguém,
Por serem trabalhadoras,
Honestas, desempoiradas,
É que são provocadoras,
Ou é que são malcriadas?
...
É certo que atravessar,
A todo o momento, a ria
E transpor o mar de areia
Que conduz até ao mar,
Andar todo o santo dia,
Com a canastra bem cheia,
Por aí a apregoar,
Voltar a casa à noitinha,
Ir à fonte, auxiliar
Os trabalhos da cozinha
E ver, com mágoa sentida,
Que, depois de tanta lida,
Ainda resta sardinha...
É uma de arreliar!
...
Quando a mulher é formosa,
Até as pragas que diz
Têm perfume de rosa.
São uns sons mal definidos,
Vagos, de vaga intenção:
Sinfonias nos ouvidos
E tangos no coração.

Portanto, filha, namora,
Salta, pragueja, sorri,
Põe a linguinha de fora,
Que é assim que eu gosto de ti.

Ruy do Vouga

 


Post Scriptum I: Ruy do Vouga é o pseudónimo literário de João Pedro da Silva Tavares.
Nasceu no Bunheiro, Murtosa, em 1880 e faleceu em Queluz, Sintra, em 1943.
O Professor Jaime Vilar - outro ilustre marinhão, infelizmente já desaparecido - compilou, em 1996, um livro contendo a Biografia e extractos da Obra do Poeta, numa edição da Câmara Municipal da Murtosa.

Post Scriptum II: A foto que acompanha o poema mostra uma varina autêntica, da primeira metade do século XX. Foi retirada do livro "Murtosa, Terra Nossa" de Lopes Pereira, um Ensaio publicado inicialmente na década de 50 e reeditado em 1995 pela Câmara Municipal da Murtosa.
A foto, como todas as outras incluídas na obra, é creditada à Fotografia Guedes.

 
terça-feira, maio 18, 2004
  Câmara de Ovar aposta no Euro 2004 para promover o munícipio

"Queremos que o concelho de Ovar seja um espaço vivo e acolhedor". Foi com esta ideia na cabeça que a câmara ovarense delineou várias actividades que prometem colocar o município em ebulição ao longo destes dois meses. O objectivo é aproveitar a realização do Euro 2004 para potenciar as iniciativas que são já habituais e abrir portas a outras que fazem sentido durante o campeonato europeu de futebol.

"Há que promover e divulgar a nossa realidade, a nossa identidade, o nosso território", explicou ontem o presidente em exercício da autarquia ovarense, Manuel Oliveira.

Do rol de propostas de actividades faz parte um campo sintético, ou seja, o "Mini-Estádio" que vai ficar junto à Biblioteca Municipal de Ovar e que resultou de uma parceria com a Associação para o Desenvolvimento do Turismo da Região Centro, na qual a autarquia suporta 25 por cento dos encargos. Além desta estrutura, o mesmo espaço vai acolher um ecrã gigante e "Fans Zones", com muita animação à mistura, sempre com o Euro 2004 em pano de fundo. A praia do Furadouro e as piscinas municipais são outros dos locais onde haverá transmissão dos jogos em directo.

Além disso, a Câmara de Ovar abriu um curso de inglês especialmente para taxistas, motoristas de transportes públicos, empregados de restauração, bar e hotelaria. Por outro lado, em Junho, às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, os interessados em conhecer mais de perto alguns dos pontos de interesse do município vareiro podem "embarcar" num circuito pedestre pela cidade. Paralelamente, há um percurso turístico, em mini-autocarro, por vários locais do concelho. S.D.O.


In "Público" 2004-05-18

 
  Coisas de Miúda

As "Coisas de Miúda", da minha amiga Carolina, estão de Parabéns.
Seis meses de Vida, plenos de criatividade e muita sensibilidade.

Venham muitos mais, amiga!
A Blogosfera agradece.
 
segunda-feira, maio 17, 2004
  NAIFA

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Façam favor de ter em atenção o novissimo projecto "A NAIFA", união de esforços de João Aguardela, Luis Varatojo, Vasco Vaz e Maria Antónia Mendes.

O Blitz resumia o projecto na equação: FADO+ELECTRÓNICA = NAIFA. A união da modernidade com a sonoridade secular do Fado é particularmente feliz no disco de estreia, "Canções Subterrâneas".

A ideia não é nova - lembro-me do projecto "Megafone" do próprio Aguardela, por exemplo - mas os resultados estão uns furos acima dos trabalhos que o antecederam.

Numa época em que o Fado, na sua forma mais clássica, ganha cada vez mais adeptos - após uma travessia do deserto na década de 80 e princípios da de 90 - é curioso assistir ao aparecimento destes exercícios de reinvenção, prova da vitalidade actual do género musical.
Oiça-se, a propósito, o excelente "Viva!" de Sam the Kid, incluído na Colectânea "Movimentos Perpétuos" de homenagem a Carlos Paredes. Carlos do Carmo chamou-lhe Genial.
 
domingo, maio 16, 2004
  SLB

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  Novidades Blogosféricas

A Primavera anda a fazer das suas.
De uma assentada, três dos Blogs amigos da Santa Terrinha mudaram radicalmente de visual.

Primeiro foi o Kimikkal Man que, para além da imagem, introduziu algumas novidades editoriais no seu "7 meses";

Depois foram as "Notas entre Aveiro e Lisboa" do cagaréu João Oliveira;

Finalmente mas não por último, o Blog conterrâneo - até ao momento, o único - da Santa Terrinha. Também o Manuel Arcêncio fez um "re-styling" no seu "Um Murtoseiro".

 
sábado, maio 15, 2004
  snapshot #3

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Consciente das potencialidades turísticas dos Amarinhos e da flagrante falta de mobiliário urbano no local, um cidadão - bem intencionado, por certo, e anónimo, como convém - resolveu deixar por ali o sofá que lhe sobrava lá por casa.

Mas as dádivas altruístas não se ficaram por aqui. Para completar o belo cenário, outros deixaram restos de um frigorífico, um útil carro de mão, baldes de plástico e muito, muito entulho.

Enfim, generosidade tipicamente murtoseira. Alí, paredes meias com a paisagem extraordinária da Beira-Ria, presente imerecido da Natureza às gentes marinhôas.

Perante este cenário, exemplo acabado do nível cívico de muitos dos meus conterrâneos, veio-me à memória um famoso provérbio luso, o tal que fala das nozes e da falta de dotação dentária para as apreciar.

 
sexta-feira, maio 14, 2004
  Pablo Neruda

Pronto. Hoje estou numa de Poesia.
Vi o poema belissimo que se segue, de Pablo Neruda, no
Blog da Carolina.
Não resisto também a publicá-lo.
O poema anterior é da autoria de Ana Ruela, uma jovem poetisa murtoseira.
As coisas bonitas são para partilhar. Sempre. 

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Pablo Neruda
 
  Estado de Crescimento

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Disseram-lhe
que tinha de comer
para crescer.
Insistiram
que havia beleza
nisso.
Mas nunca lhe contaram,
enquanto comia,
que o que custava
não era crescer,
mas manter-se nesse estado.

E ela secou...

Ana Ruela
 
quinta-feira, maio 13, 2004
  Bicicletas

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Desde que me conheço, sou um fã incondicional das bicicletas.

Ainda hoje me lembro da minha primeira bicicleta, daquelas que travavam com um simples movimento para trás dos pedais.
Permitiu-me aquela que eu considero a minha primeira grande conquista pessoal: alcançar o quarteirão ao fundo da rua, lugar misterioso que até então só avistava, ao longe, com olhos ávidos de petiz, encostado ao muro da minha casa.

À primeira, seguiu-se uma BMX, com amortecedor em espiral, companheira de muitas e memoráveis voltas "todo o terreno". Por fim, chegaram as "montanhas" e com elas os passeios, horas a fio, por estradas, ruelas e caminhos de cabras.

A Murtosa tem condições excepcionais para os amantes das bicicletas. É uma terra plana, com quilómetros e quilómetros de caminhos, campos fora, circundados por uma paisagem verdadeiramente esmagadora.

Um dos meus amigos alfacinhas, também ele adepto do cicloturismo, de visita a estas bandas, exclamou:

- Não sabes a sorte que tens. A tua terra é plana, com pouco movimento e, por isso, ideal para andar de bicicleta. Quem me dera ter, em Lisboa, um décimo das condições que tu tens à tua disposição, aqui na Murtosa.


A Câmara da Murtosa, reconhecendo as magníficas potencialidades do concelho, construiu já algumas pistas cicláveis, em ambiente urbano, nomeadamente na Avenida da Circunvalação, na Torreira e na maior parte da Avenida do Emigrante. Em projecto estão, ao que julgo saber, ciclovias na EN 109-5, entre Pardelhas e a Varela e na EN 327, entre a Varela e a Torreira.

Muito mais se poderá fazer, aproveitando os inúmeros caminhos agrícolas, principalmente junto à Ria de Aveiro.
Basta, por exemplo, beneficiar os Caminhos dos Amarinhos, da Ribeira, do Bico, do Chegado, e por aí fora, e teremos um circuito marginal fabuloso entre a Varela e a Cambeia dos Cardosos.

E porque não promover a Murtosa como destino cicloturístico?
Seria, com toda a certeza, um excelente cartão de visita.
 
quarta-feira, maio 12, 2004
  Anacom quer acabar com os Blogs - o Desmentido

Afinal foi mesmo um erro jornalistico clamoroso.
Verifiquem o desmentido aqui.
Viva o jornalismo de referência...

 
  Anacom quer acabar com os Blogs

Das duas, uma: ou é a notícia mais bombástica dos últimos tempos ou um clamoroso erro jornalístico.
A ver vamos.

Entretanto, toca a dar uma olhadela no Expresso Online: http://www.expresso.pt/1pagina/artigo.asp?id=24744264

 
terça-feira, maio 11, 2004
  ACDM

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A Associação Cultural e Desportiva do Monte (ACDM), na Murtosa, está de parabéns.
A equipa Sénior de Andebol subiu à 2º Divisão Nacional, ultrapassando formações como o Estarreja, o Lousanense ou o 1º de Maio.

A notícia deixou-me particularmente satisfeito por várias razões. Antes de mais, sou um Catrazana** dos sete costados; Além disso, não posso deixar de me regozijar com o sucesso de um clube que dá nas vistas, apesar da sua pequena dimensão, da recorrente falta de apoios e das tremendas dificuldades financeiras, tão comuns no desporto dito amador.

Nunca fui atleta do ACDM mas habituei-me, desde dos meus tempos de miúdo, a frequentar o Pavilhão do Monte, paredes meias com a minha casa de então, ainda o complexo não era totalmente vedado. Faltava, na altura, a parede nascente que confrontava com o quintal da casa da Ti Eugénia "Trovoada", receptora involuntária e conformada de muitas bolas que falhavam a baliza.
Muitos gaiatos como eu - hoje homens e mulheres - poderão testemunhar a importância que a ACDM teve, e tem, na formação de centenas de atletas, desde a sua criação, em Junho de 1975.

A actividade amadora, no Monte como em Portugal, é, por definição, uma espécie de parente pobre do Desporto.
Numa época em que a moda são os exercícios locais de vassalagem aos Grandes do Futebol, importa não esquecer os clubes da Terra, esses sim justamente credores de respeito e atenção.  Pergunto-me quantos dirigentes desses Clubes, ditos Grandes, lá longe, em Lisboa ou no Porto, saberão onde fica a Murtosa.

Parabéns aos Atletas, Treinadores e Dirigentes da Associação Cultural e Desportiva do Monte.
Bem Hajam.


** Catrazana é a alcunha orgulhosamente ostentada pelos naturais da freguesia do Monte. É, ao que sei, caso único no Concelho da Murtosa. Um destes dias, vou dedicar um post às origens - bem curiosas, por sinal - deste nome.

 
segunda-feira, maio 10, 2004
  Movimentações Blogosféricas

Ao contrário das terras murtosenses, onde, ao que sei, apenas convivem amigavelmente dois Blogs, na vizinha Estarreja existe já uma massa crítica virtual para alimentar um número significativo de Web Logs.

Ele há-os para todos os gostos e facções: uns mais Efervescentes, outros mais Light.
Pelo meio há quem navegue
Contra a Corrente ou passe os dias no Largo dos Combatentes a Plastificar os Documentos e a Treinar a Pontaria nas horas vagas.

O nível geral dos Blogs Estarrejenses é bastante bom e a pluralidade de opiniões é palavra de ordem. Sinal de cultura democrática, digo eu.

 
domingo, maio 09, 2004
  Kill Bill Volume 2

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Fui ver um dos filmes que aguardava com mais curiosidade: o segundo volume do "Kill Bill" do Tarantino. Esperar uma sequela pura e dura do (excelente) primeiro filme, seria muito previsível. E a previsibilidade não é, e ainda bem, uma das características do Tarantino.


O filme revela - se ainda restassem dúvidas - a genialidade criativa do realizador norte-americano.


"Kill Bill 2" ajuda, antes de mais, a compreender a sede vingadora da protagonista, dando-nos a conhecer os detalhes que faltavam no Vol 1. Depois, em contraponto ao mero exercicio de estilo(s) do primeiro filme, em que o visual se sobrepunha ao parco argumento, "Kill Bill 2! dá sumo e consistência à história. A moralidade que faltava ao primeiro capítulo é exarcebada no segundo, principalmente nas cenas finais.

À semelhança de "Kill Bill 1", também neste Tarantino revisita os mais diversos estilos iconográficos de um certo cinema, como os Road Movies, os Western Spaghetty, filmes de Kung Fu ou as Séries Latinas de Cordel. O boneco do "Mestre Pai Mei", por exemplo, parece saido dos "Jovens Heróis de Shaolin".


Destaque para o excelente David Carradine que o Tarantino, em boa hora, foi desencantar ao esquecimento.


Imperdível!

 
sábado, maio 08, 2004
  Euro Cultura 2004

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Afinal o Euro vai ser um verdadeiro acontecimento cultural aqui em Aveiro.
Não, não estou a falar, obviamente, dos escassos dois jogos do Europeu de Futebol que vão acontecer no Novo Mário Duarte. Esse acontecimento, mais elitista, está reservado para as cerca de 60 mil almas que vão poder assistir, ao vivo, aos jogos.

A razão destas linhas é a excelente agenda cultural, prevista para os meses de Maio, Junho e Julho, que, tendo o Euro como mote, o suplanta em interesse e abrangência.

Pela Cidade dos Canais vão passar Rádio Macau, Mario Laginha, Mariza, Mafalda Veiga, Blind Zero, David Fonseca e as Superstars Suzanne Vega e Alanis Morissette, entre muitos outros.

Para além dos Concertos, o Programa apresenta Espectáculos de Dança, Teatro, Cinema, Exposições, Feiras, Arte de Rua e Workshops.
O Evento, baptizado de "
Aveiro em Festa", resulta de uma união de esforços da Câmara Municipal de Aveiro, do Teatro Aveirense e da Universidade de Aveiro.

Ora digam lá, com um cartaz destes, quem é que precisa de Futebol?
 
sexta-feira, maio 07, 2004
  Pendular

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Nas minhas deslocações - muito frequentes - à capital, sempre privilegiei o comboio.
O percurso no “Pendular”, entre Aveiro e Lisboa, cumpre-se em cerca de duas horas e meia, um pouco mais que o trajecto feito por estrada, é certo, mas incomparavelmente mais descansado, ao sabor da paisagem, com tempo para pôr em dia as leituras e audições musicais. Ontem não foi excepção.

Tenho já centenas de viagens de comboio no meu “curriculum” e cada vez mais me convenço que os nossos governantes não andam, de facto, de transportes públicos.

Esta consideração vem a propósito da euforia de governantes e autarcas acerca do TGV e das discussões, algumas de bairrismo serôdio, acerca de traçados e paragens, aqui ou acolá, em Aveiro ou em Coimbra, etc, etc.

Não questiono o interesse estratégico de uma ligação internacional em TGV. Lisboa – Madrid, eventualmente. Mas investir milhões em ligações domésticas em alta velocidade, num país com a dimensão de Portugal, quando temos “Pendulares” que podem circular a 220 Km/h, é, na minha opinião, revelador de alguma falta de visão.

Infelizmente, por falta de condições da infraestrutura existente, só a espaços o nosso “Pendular” atinge a velocidade máxima. A maior parte do percurso é realizado a uns modestos 140 Km/h e troços há em que o “display” de velocidade do comboio não indica mais que uns míseros 40 Km/h. Há, claramente, um subaproveitamento da tecnologia disponível.

Felizmente, o panorama tende a melhorar. Após anos de ausência de planeamento global em que, literalmente, se enterraram milhões na Linha do Norte, sem que se vissem melhorias, parece agora existir uma verdadeira estratégia de renovação e modernização das infraestruturas. Prova disso são os inúmeros troços em obras ao longo da Linha do Norte.

Invista-se, portanto, na modernização das infraestruturas que já existem e criem-se condições para se tirar o máximo partido das ligações em comboio pendular. O tempo de viagem diminuirá a olhos vistos e o comboio fará, indubitavelmente, concorrência à auto-estrada.

O bolso e o Meio Ambiente agradecem.
 
quinta-feira, maio 06, 2004
  Portagens IP5/A25

O Movimento Contra as Portagens no IP5/A25 já conseguiu mais de 5 mil assinaturas para a sua Petição, a entregar na Assembleia da República. Mais de metade foram angariadas através da Petição On-line.


A Santa Terrinha, à semelhança de muitos outros blogs, publicou um Post no mês anterior, dando a conhecer a página do Movimento e os seus legítimos argumentos.
Se ainda não assinaram, ou se quiserem saber mais, vão a: http://www.contraportagens.com/


Já é tempo da expressão "descriminação positiva", tão usada em discursos oficiais - principalmente nas visitas ao interior do país - começar a ter aplicação prática.
A ver vamos.
 
  Bico (da Murtosa)

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O destino era mais a Norte mas os caprichos do mau tempo, por alturas de Novembro, trouxeram-na para as águas calmas da Ria de Aveiro .
A réplica moderna de uma embarcação fenícia de há 2000 anos, encontra-se, desde então, em exposição no Cais do Bico, na Murtosa.
Se ainda não a viram, aproveitem. Não deve faltar muito para ela zarpar novamente.


Segundo os entendidos, a embarcação em causa é uma espécie de "Mãe" do actual moliceiro.
Sinceramente, não encontro grandes semelhanças. Acho que faz muito mais sentido situar as raizes do Barco Moliceiro no "Drakkar" Viking.


Parentescos à parte, vale a pena ir ao Bico e ver de perto a embarcação fenícia.


E por falar no Bico, no próximo domingo, dia 9, vai acontecer por lá mais uma edição da Feira Antiga da Murtosa.
A iniciativa, da responsabilidade da Câmara Municipal da Murtosa, pretende recrear o ambiente das Feiras e Mercados que se realizavam aqui por estes lados, há algumas décadas atrás.
Muitos vendedores, tasquinhas de comes e bebes e animação musical.
A julgar pelo sucesso das edições anteriores, é uma excelente oportunidade para visitar o Bico e passar um domingo diferente.
 
quarta-feira, maio 05, 2004
  Imprensa Regional

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A Santa Terrinha aprecia e agradece as amáveis referências feitas a este Blog na imprensa regional, nomeadamente n' "O Concelho da Murtosa" e no "Jornal da Ria".
O primeiro publicou um dos Posts mais telúricos do Blog - O Judas - e o segundo dedicou-lhe uma notícia com o título "A Murtosa também tem Blog".

Apenas uma resalva, pequena, mas significativa: a notícia do "Jornal da Ria" apresenta a Santa Terrinha como o primeiro Blog da Murtosa.
Não é bem assim.
As honras de precursor destas coisas dos Blogs vão inteirinhas para o Manuel Arcêncio e para o seu "Um Murtoseiro", na Blogosfera desde Julho de 2003.

A imprensa regional começa a estar atenta ao fenómeno Blogger e ainda bem.
Soube recentemente que "O Concelho da Murtosa" vai mesmo passar a dedicar algum do seu espaço aos Web Logs, com publicação de artigos e posts.

Existe uma clara relação entre os Jornais Regionais e os Blogs. Ambos valorizam a opinião e a discussão de ideias ao nível local. Podem (e devem) ser um veículo precioso para a crítica construtiva. Para valorizar o que é bom e para apontar o menos bom.

A Santa Terrinha vai estar, obviamente e sempre, atenta àquilo que se vai dizendo e publicando na imprensa destas bandas.

 
terça-feira, maio 04, 2004
  Enterro do Ano 2004

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O meu amigo Joaquim, que me enviou este cartaz via e-mail, escrevia na mensagem que o programa do Enterro do Ano 2004 lhe transmitia uma sensação de "Déjà Vu".

Não posso deixar de concordar. Ano após ano, as bandas repetem-se nos Cartazes - perdão,...este ano os Xutos não constam da Festa(!?) - de tal forma que, aqui na Seita, se fizeram apostas sobre os nomes que iriam figurar na Semana do Enterro...

O factor diversidade é coisa do passado - os tempos das vacas gordas já lá vão - e assim sendo, façam favor de comparar os Menús Musicais dos Enterros e Queimas das Fitas por esse Portugal fora...
Descubram as diferenças. Se conseguirem.

Entretanto, aqui ficam os destaques do Programa:

Sábado, 8 de Maio
Dealemma
Da Weasel

Domingo, 9 de Maio
Yellow W Van
Tendrills
Anger

Segunda, 10 de Maio
Tuna Universitária de Aveiro
Cartola's Band
Quim Barreiros

Terça, 11 de Maio
Mão Morta
Clã

Quarta, 12 de Maio
André Indiana
Wray Gunn

Quinta, 13 de Maio
Focus

Post Scriptum: Apesar do "Déjà vu",tenho, obviamente, de saudar a inclusão de 3 grandes Bandas no Cartaz 2004: Os Anger, os Clã e os Mão Morta. Lá estarei.

 
segunda-feira, maio 03, 2004
  IVA

CDs.jpg

O exemplo vem de Espanha.
A ministra da Cultura, Carmen Calvo, anunciou a baixa do IVA em produtos musicais, de 16% para 4%, e dos livros para um simbólico 1%. Esta medida contribuirá, segundo a ministra, para que "os cidadãos comprem cultura e para que os criadores, cada vez mais, possam viver profissionalmente da sua arte." A ministra expressou a sua "vontade política" de que todos os bens culturais vejam reduzido o IVA com que estão agravados. A intenção da ministra é que as taxas de IVA se situem no máximo em 4% e no mínimo em 1%.

Em Portugal, como é sabido, os livros estão sujeitos a um IVA reduzido de 5% porque são considerados objectos culturais. Os discos, incompreensivelmente, não gozam desse estatuto e são taxados a 19%.

Um IVA reduzido conduz a um abaixamento substancial do preço final da obra. Fica o consumidor a ganhar mas não só. Um preço mais baixo incentiva à compra de novos títulos. Introduz alguma dinâmica num mercado que tem sofrido com a crise e com o fenómeno da Pirataria.
Isto, para mim, parece-me óbvio. Para quem nos governa, não.

E porque é sina nacional andarmos a reboque - tardio, sempre - de medidas que já são uma realidade lá fora, pode ser que o exemplo de "nuestros hermanos" encontre eco deste lado da fronteira e os CDs e outros produtos musicais passem, finalmente, a ser tratados como cultura que, obviamente, são.

 
domingo, maio 02, 2004
  Moliceiros

MOL_Fosforo.jpg

Que os moliceiros são o "Ex-Libris" por excelência da Ria de Aveiro, toda a gente sabe.
No entanto, para além da graciosidade, das cores vivas e da elegância das linhas, os moliceiros apresentam uma faceta muitas vezes ignorada, principalmente pelos menos familiarizados com as terras marinhôas: Os Paineis das Proas e Rés.

 MOL_Ameijoa.jpg

Os moliceiros sempre ostentaram desenhos e figuras. Existem inclusivé, no Museu Marítimo de Ílhavo, alguns exemplos de modelos de desenhos que ornamentaram moliceiros na década de 30 do Século XX.

Inicialmente de traço marcadamente rude e ingénuo- o traço, não a legenda...- os desenhos dos paineis foram-se tornando progressivamente mais elaborados, principalmente nos anos 70 e 80, pela mão de um dos maiores pintores de barcos, o saudoso Jacinto "Lavadeiro" e por aqueles que se lhe seguiram.


 MOL_Gaitada.jpg


A temática dos paineis é diversa. Vai da singela demonstração de fé até à mais deliciosa insinuação brejeira, sendo esta, indiscutivelmente, a mais interessante e pitoresca.

Os desenhos são complementados por legendas que ostentam quase sempre um jogo de palavras dúbio, como convém.

Alguns exemplos - muitos mais existem, por esses canais e esteiros fora - podem ser apreciados nas fotos que vos apresento ao longo deste Post.

MOL_Caralhoz.jpg. 


Post Scriptum I: Em 1911 existiam cerca de 1500 (!) moliceiros registados na Capitania do Porto de Aveiro. A partir da década de 60 do século XX, o fluxo migratório - que reduziu para metade a população ribeirinha - e o progressivo abandono do moliço como fertilizante das terras trouxeram o declínio da bela embarcação. Em 1979 contavam-se pelos dedos os barcos que ainda resistiam na laguna. Na década de 90 o número cresceu e com ele a esperança da sobrevivência do Moliceiro, em parte devido a encomendas das Câmaras Municipais e das Associações Marinhôas. Actualmente serão cerca de 30.


Post Scriptum II: Para que não restem dúvidas - e porque a palavra não vem no dicionário - Caralhoz é uma espécie de bivalve de forma tubular alongada, muito comum na Ria de Aveiro.

 
  No sorriso louco das mães

II


No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e órgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas senta-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
a através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.

Herberto Helder
 
sábado, maio 01, 2004
  O Farol

virgulas.jpg

O Snack-Taska "O Farol", ponto de encontro das noites da Seita, comemora hoje 10 anos de existência.

Situada na Ribeira de Pardelhas, a Taska do Manel Vírgulas é, provavelmente - e ainda bem, digo eu - o segredo mais bem guardado da Murtosa, mercê da sua localização, junto à Ria e longe do povoado.


Para quem não conhece, a Taska do Manel é uma espécie de "Peter's" da Murtosa, recheada como está dos objectos mais insólitos. Os remos, os lemes, as cangas, as redes, as bandeiras,... atraem os olhos do visitante que, fascinado, descobre sempre um novo objecto a cada visita. É, por assim dizer, a Memória Viva das gentes do Mar e da Ria.

O ambiente acolhedor - a lareira de Inverno e a esplanada no Verão - convidam a longas noites de tertúlia e conversa.


Parabéns Manel.

 
Blog de um urbano-convertido e rural-enraizado. Pensamentos, reflexões, inflexões, citações, frases feitas e outras nem por isso.
Por Januário Cunha

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